Saiu hoje na Revista do Globo (abril/2009) a entrevista a seguir. Se você não leu, leia até o final, vale super à pena. Não sei bem no que a humanidade está se transformando, mas suspeito que esteja criando uma onda que acabará voltando e engolindo todo mundo. O ser humano pode ser diferente, pode voltar a ser o que era... Será que precisa?? Será que quer?? De qualquer forma será preciso reduzir, pisar no freio e, de repente... dar uma espiadinha no que o Ayurveda tem pra mostrar. Essa dica vale ouro.
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Professor emérito das universidades de Leeds e de Varsóvia, 83 anos, autor de best-sellers como "O mal-estar da pós-modernidade", "Modernidade líquida" e "Amor líquido", o sociólogo polonês Zigmunt Bauman é um ferrenho analista das consequências sociais do que conhecemos como progresso. Nesta entrevista por email, ele discorreu sobre a correria do nosso tempo com o seu jeito claro, objetivo e muito particular.
O GLOBO: O que mudou na nossa percepção do tempo com o avanço das tecnologias de comunicação? Por que andamos com tanta pressa?
ZIGMUNT BAUMAN: Na sociedade contemporânea, somos treinados desde a infância a viver com pressa. O mundo, como somos induzidos a acreditar, tornou-se um contêiner sem fundo de coisas a serem consumidas e aproveitadas. A arte de viver consiste em esticar o tempo além do limite para encaixar a maior quantidade possível de sensações excitantes no nosso dia-a-dia. Essas sensações vêm e vão. E desaparecem tão rapidamente quanto emergem, seguidas sempre de novas sensações a se perseguir. A pressa - e o vazio - é fruto disso, das oportunidades que não podemos perder. Elas são infinitas se acreditamos nelas.
O GLOBO: Como chegamos a esse ponto de estresse e, talvez, cegueira?
ZIGMUNT BAUMAN: Cegueira? Depende de como você olha para o comportamento atual. Muitas pessoas, especialmente os jovens que nunca viram outras formas de viver, diriam que eles mantêm os olhos e os ouvidos muito abertos, e estão muito mais alertas e vigilantes do que os mais velhos, que viveram épocas menos frenéticas. Eles diriam mais: que estando tão alertas, e rapidamente pegando no ar as possibilidades, eles são os sábios, os que sabem viver a sua época. Esse ritmo é o ritmo do tempo que habitam, um tempo que abortou o que eu chamaria de tempo livre, o tempo não preenchido com o consumo de imagens, sons, gostos e sensações táteis. Somos dependentes dos estímulos externos: as mensagens que chegam no celular, o iPod, as conversas pela internet. A alternativa para o tempo não preenchido com esses estímulos não é mais vista como tempo de reflexão, de auto-questionamento, de conversa consigo mesmo, mas de tédio. Nós somos seres que se escoram no que vem de fora. Perdemos a capacidade de nos auto-estimular. Estar sozinho - a liberdade de gastar o tempo com nossos próprios pensamentos, per$e sonhada por nossos ancestrais - é identificado hoje com solidão, com abandono, com a sensação de não pertencer. No MySpace, no Facebook ou no Twitter, o ser humano enfim conseguiu abolir a solidão, o olho no olho consigo mesmo.
O GLOBO: O que o senhor apontaria como o epicentro da aceleração que tornou o mundo tão rápido e tão raso ao mesmo tempo?
ZIGMUNT BAUMAN: A sociedade pegou a estrada de uma vida orientada somente pelo consumo. O ser humano autossuficiente e satisfeito nas suas necessidades materiais ou espirituais perdeu o jogo para o mercado. Qualquer caminho que satisfaça os desejos e que não esteja ligado a compras e lucros é amaldiçoado. Vivemos o tempo do conecta e desconecta.
O GLOBO: Quando visitamos lugares como o Tibete temos a impressão de que eles vivem outro tempo, que têm um relógio diferente do nosso. Quem está mais próximo do tempo real, os tibetanos ou os nova-iorquinos, por exemplo?
ZIGMUNT BAUMAN:O tempo jorra em todos os lugares. E nós envelhecemos no Tibete ou em Nova York. Mas a experiência da passagem do tempo nós organizamos de maneira diferente, dependendo da sociedade em que estamos inseridos. Na maior parte da história da Humanidade, tínhamos basicamente duas formas de organização: o tempo cíclico, que se repete dia após dia, ano após ano, vivido pelas sociedades agrárias, como o Tibete. E o tempo linear, que marcha, move em direção ao futuro, dominante nas sociedades industriais e que expressa essa ideia de modernidade, progresso. O que estamos percebendo em Nova York - ou no Rio - é uma terceira e relativamente nova organização do tempo, que ganha terreno no que eu chamo de modernidade líquida: uma forma de vivenciar a passagem do tempo que não é nem cíclica e nem linear, um tempo sem seta, sem direção, dissipado numa infinidade de momentos, cada um deles episódico, fechado e curto, apenas frouxamente conectado com o momento anterior ou o seguinte, numa sucessão caótica. As oportunidades são imprevisíveis e incontroláveis. Então a vigilância sem trégua parece imprescindível. Esse tempo da modernidade líquida gera ansiedade e a sensação de ter perdido algo. Não importa o quanto tentamos, nunca estaremos em dia com o que aparentemente nos é oferecido. Vivemos um tempo em que estamos constantemente correndo atrás. O que ninguém sabe é correndo atrás de quê.
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Gostaram?? Pois é... vamos refletir, pessoal...
Tenham todos uma ótima semana!!
domingo, 26 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Um guia ayurvédico para o bem-estar
Marque aí na sua agenda:
Sábado, dia 13 de junho, às 17 horas...
palestra da Stela sobre... Ayurveda.
Dessa vez será no Nirvana (pra quem não conhece, o endereço está aí embaixo), dentro do projeto Espaço Cultural Nirvana, que prevê palestras ou seminários todos os sábados. Não é uma atividade gratuita e as inscrições precisam ser feitas com 48 horas de antecedência.
Nesta palestra explicarei de uma maneira simples como funciona uma das principais ferramentas da Medicina Indiana, o dinacharya (rotina diária). A idéia é mostrar como construir um “relógio” individual que reflita as variações cíclicas dos doshas e que servirá como guia para uma mudança inteligente dos hábitos do dia-a-dia. Não é legal??
Clique aqui pra saber da programação de maio e junho.
Nos vemos lá!
NAMASTE
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nirvana
Praça Santos Dumont, 31 Gávea
Jockey Club do Rio de Janeiro
Entrada pela Rua Jardim Botânico Tribuna A
Tel: 21 2187-0100
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Sábado, dia 13 de junho, às 17 horas...
palestra da Stela sobre... Ayurveda.
Dessa vez será no Nirvana (pra quem não conhece, o endereço está aí embaixo), dentro do projeto Espaço Cultural Nirvana, que prevê palestras ou seminários todos os sábados. Não é uma atividade gratuita e as inscrições precisam ser feitas com 48 horas de antecedência.
Nesta palestra explicarei de uma maneira simples como funciona uma das principais ferramentas da Medicina Indiana, o dinacharya (rotina diária). A idéia é mostrar como construir um “relógio” individual que reflita as variações cíclicas dos doshas e que servirá como guia para uma mudança inteligente dos hábitos do dia-a-dia. Não é legal??
Clique aqui pra saber da programação de maio e junho.
Nos vemos lá!
NAMASTE
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nirvana
Praça Santos Dumont, 31 Gávea
Jockey Club do Rio de Janeiro
Entrada pela Rua Jardim Botânico Tribuna A
Tel: 21 2187-0100
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O Alternativa Saúde no Centro de Medicina Indiana
No dia 19 de março o pessoal do Alternativa: saúde (GNT) foi lá no Centro de Medicina Indiana pra rodar um programa sobre CABELOS.
Quem apareceu foi a massoterapeuta Gladys Rosa, que mostrou a técnica e explicou os benefícios da massagem na cabeça, conhecida no Ayurveda como shiroabhyanga. Feita com óleos à base de plantas medicinais, a shiroabhyanga, além de conferir força e brilho aos cabelos, promove um enorme relaxamento mental!! A apresentadora do programa, Cynthia Howlet, foi quem recebeu a massagem e conduziu toda o quadro.
Ainda dá pra conferir, pois o programa será reapresentado mais 4 vezes:
SÁBADO, dia 25 de abril: às 13:08h e às 22:37h.
DOMINGO, dia 26 de abril: às 8:00h e às 15:00h
Quem perdeu pode acessar o site mais pra frente; em geral o pessoal da TV disponibiliza os programas em vídeo. Já tem uma "palinha" no site do GNT, como um trailer: acesse clicando aqui!
Quem apareceu foi a massoterapeuta Gladys Rosa, que mostrou a técnica e explicou os benefícios da massagem na cabeça, conhecida no Ayurveda como shiroabhyanga. Feita com óleos à base de plantas medicinais, a shiroabhyanga, além de conferir força e brilho aos cabelos, promove um enorme relaxamento mental!! A apresentadora do programa, Cynthia Howlet, foi quem recebeu a massagem e conduziu toda o quadro.
Ainda dá pra conferir, pois o programa será reapresentado mais 4 vezes:
SÁBADO, dia 25 de abril: às 13:08h e às 22:37h.
DOMINGO, dia 26 de abril: às 8:00h e às 15:00h
Quem perdeu pode acessar o site mais pra frente; em geral o pessoal da TV disponibiliza os programas em vídeo. Já tem uma "palinha" no site do GNT, como um trailer: acesse clicando aqui!
terça-feira, 21 de abril de 2009
Cruzeiro ayurvédico!
Pra quem gosta de viajar de navio, o Costa Concordia é um daqueles dedicados à diversão, esportes e relax... promessa de férias inesquecíveis! Mas o que o Ayurveda tem a ver com isso afinal? É que neste navio, além da diversão, há o Samsara Spa, que foi concebido para funcionar como um centro exclusivo de bem-estar, oferecendo tratamentos inspirados nos princípios do Ayurveda. Bacana, né?
É... taí uma boa idéia...
É... taí uma boa idéia...
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Ayurveda para crianças... na Lituânia....
Olha que idéia legal, gente! Na Lituânia (ex-República da antiga União Soviética)foi lançado o primeiro livro sobre Ayurveda para crianças. O título é Migle, Ramas e Eziukas na maravilhosa Terra do Ayurveda. O livro é como um conto de fadas, muito colorido; os personagens são crianças, que são encorajadas a adotarem um estilo de vida em harmonia com a natureza para terem uma vida feliz, saudável e equilibrada.
A história é dividida em cinco capítulos e desenvolve-se em torno dos 3 personagens principais: uma menina chamada Migle, um menino chamado Ramas e Ežiukas, um porco-espinho. Migle tenta encontrar um medicamento para seu irmão que está doente com ajuda de Ramas, filho de Doutor Partap, e os dois acabam parando na Terra maravilhosa do Ayurveda, onde a pequena menina e seu amigo passarão por inúmeras aventuras.
Ela conhece as três irmãs - Sattva, Rajas e Tamas (representando os três Gunas), o Doutor Partap, que lhe apresenta um papagaio que vai ajudá-la a preparar medicamentos ayurvédicos, e Garuda (o pássaro gigantesco, a montaria do Deus Visnu), que a levará até um Rishi (santo). Todos estes personagens estarão ao lado de Migle para ajudá-la a recuperar os medicamentos que preparou dentro do Castelo dos Remédios e que foram roubados por uma gangue micróbios, liderados por Kamsa. O final, claro, é feliz: ela chega em casa, dá o medicamento ayurvédico para seu irmão e, em pouco tempo, ele se recupera completamente. E todos vivem felizes...

O livro procura apresentar os complexos conceitos ayurvédicos de uma maneira simples. Por exemplo, o papagaio apresenta os Doshas à pequena Migle, enquanto revela o segredo de preparar medicamentos ayurvédicos com as ervas (plantas medicinais) que encontraram na Terra Maravilhosa. Aqui, o autor também inclui um teste fácil, que a criança achará interessante fazer, pra determinar seu dosha dominante. O papagaio apresenta para as crianças as Regras Douradas para Saúde e uma rotina diária ayurvédica para que eles possam se manter saudáveis sempre.
Do mesmo modo, dentro do Castelo dos Remédios, as crianças têm uma rápida introdução à farmacologia ayurvédica – os métodos de preparo de remédios à base de plantas e minerais. Lá também aprendem sobre a importância de uma alimentação balanceada.
E tem mais... o papagaio fala com as crianças sobre o yoga na Praia de Lago Claro, onde também lhes é ensinada a meditação. Ele ensina vários asanas e pranayamas e conversa com detalhes sobre yamas e niyamas – conceitos que defendem a não-violência, a verdade, a honestidade, a pureza e o controle dos sentidos.
Com o Rishi, as crianças aprendem sobre o segredo da vida através do caminho do bhakti (devoção) e sobre os Varnashrama (os quatro pilares de vida). Uau....
Há no final do livro uma seção para pais com dicas de alimentação (com receitas) e estilo de vida. Inclui descrição de asanas e pranayamas, explicações sobre massagem ayurvédica e óleos medicinais, descrição das plantas medicinais mais comuns e um glossário ayurvédico.
A iniciativa do projeto deve-se a um lituano, entusiata do Ayurveda, Sr. Verneriui Pugžliui, que justificou seus esforços com estas palavras: “quero que minhas crianças, como todas as crianças, sejam apresentadas ao Ayurveda, pra que o país inteiro possa se beneficiar dela um dia."
Adorei.... : )
sábado, 18 de abril de 2009
elefantes & pimentas... tudo a ver...
Falando em temperinhos, olha o que encontrei nas ruas da Antuérpia em 2008... um elefante pimenta! Era a Elephant Parade, com cada elefantinho mais fofo que o outro. A Elephant Parade é semelhante à Cow Parade que tivemos aqui no Rio. O artista que "decorou" este da foto se chama Ekkawin Mahaek. Este ano a Elephant Parade vai pra Amsterdan. Será que os elefantinhos tem gás pra vir ao Brasil??
terça-feira, 14 de abril de 2009
Receitinha com Açafrão
O açafrão, planta da família do gengibre, é uma das mais ricas especiarias que Deus criou em minha opinião. Cá entre nós, só podia mesmo vir mesmo de uma família maravilhosa como a do gengibre!!O açafrão, que aqui no Brasil é conhecido como açafrão da terra, tem muitos outros nomes: cúrcuma, açafrão-da-índia, açafroa, açafrão-de-raiz, falso-açafrão... Falso?? Bom, nesse caso é porque estamos nos referindo à raiz, que dá aquele pó amarelinho, e não ao pistilo da flor do açafrão (linda, por sinal). Pra quem não sabe o que é pistilo, trata-se daquelas "anteninhas" que saem do meio da flor... [na verdade, estas "anteninhas" são chamadas de estigma].
Essa planta nasceu na India mas depois saiu pelo mundo!
Hoje em dia constitui-se num importante aliado nos processos de desintoxicação dentro da prática ayurvédica: entre outras propriedades medicicinais, o açafrão é um grande depurador do sangue e do fígado, órgão central do metabolismo. Precisa dizer mais? Estimula o apetite, é um ótimo tônico - bom pra acabar com a melancolia e o desânimo!- e atua muito bem na redução de espasmos e dor porque tem uma poderosa ação antiinflamatória. É antialérgico, o que é particularmente interessante pra quem abre quadros alérgicos repetidamente, muitas vezes em resposta a mudanças na temperatura do ambiente.
Influência sobre os doshas:
Diminui Vata,
Diminui Pitta,
Não altera Kapha*
* quando comido em quantidades modestas
Arroz de açafrão
Você precisa:
1/8 colher de chá de açafrão
1 colher de chá de sementes de cominho
1 xícara de arroz basmati
3 xícaras de água
1/2 colher de chá de sal
Como fazer:
Lave o arroz. Toste o açafrão e o cominho no fundo de uma caçarola de tamanho médio durante 2 a 3 minutos para extrair bem o sabor destes condimentos. Acrescente o arroz, a água e o sal, deixe levantar fervura, cubra e reduza o fogo. Deixar em fogo baixo por aproximadamente 15 minutos.
Bom apetite!!
quarta-feira, 1 de abril de 2009
O que o Ayurveda nos ensina sobre outono
Quando o verão acaba, o calor e a umidade dão lugar a um clima mais frio e seco - o outono. Em nosso país esta estação não é tão marcada quanto o verão, mas tem características peculiares que pedem alguns cuidados. O outono, de acordo com o Ayurveda, é uma estação Vata (predomínio do elemento ar) e pessoas com este tipo de constituição são as que mais devem se cuidar. Mas porque afinal isto é tão importante? Segundo a sabedoria indiana, nós somos parte da natureza e com ela interagimos a todo momento. Nosso corpo responde de modo individual às variações de temperaturas do ambiente. Por exemplo: podemos ver que num dado local numa mesma hora do dia, algumas pessoas – mais calorentas (tipo Pitta - fogo) – estarão vestindo roupas cavadas, como shorts e camisetas, outras se sentirão melhor com um casaquinho leve e calça comprida – pessoas mais friorentas (tipos Vata - ar e Kapha - água). Isso ocorre porque a constituição natural de cada uma dessas pessoas é diferente, assim “sentem” as condições externas de maneira particular. As pessoas do tipo Vata são naturalmente mais magras e friorentas; têm tendência a ficar com a pele seca e áspera, o que pode ficar bem evidente no outono e piorar no inverno, estação ainda mais fria e mais seca. A transição entre verão e outono promove mudanças que causam mais impacto em pessoas com esta natureza. Prisão de ventre, insônia, aumento da ansiedade, dor de cabeça e resfriados sucessivos são alguns dos sinais que mostram que aquelas pessoas com natureza mais Vata estão em desequilíbrio. O que fazer então para prevenir ou reequilibrar?
Se você é do tipo Vata, sabe que tem como principais elementos o ar e o éter. Esse predomínio gera em seu corpo características como leveza, frio e secura. Então, o que se tem a fazer é, em primeiro lugar, rever a alimentação, que deve passar a ser mais nutritiva, quente e úmida. Essas qualidades opõem-se às que existem naturalmente em você e que podem, por causa do clima frio e seco, agravar-se e gerar desequilíbrios. Os alimentos devem ser de preferência cozidos, grelhados ou assados, evitando-se sempre que possível os crus. Os sabores doce (frutas, arroz, carnes, leite), salgado (sal e frutos do mar) e ácido (queijos, frutas cítricas) são altamente benéficos e devem ser priorizados. Deve-se diminuir (não eliminar) a ingestão de alimentos com sabor picante (condimentos), amargo (verduras cruas) e adstringente (tofu, feijões, ervilhas, caju, caqui). Cominho, gengibre, canela, sal, cravo, mostarda e pequena quantidade de pimenta são aceitáveis e combatem o frio. O sol também é um excelente aliado: além de fonte de calor, promove alegria – o que é particularmente bom para pessoas de natureza Vata, que tendem à depressão quando em desequilíbrio.
As sementes (amêndoas, nozes, castanhas) podem ser consumidas nos intervalos das refeições; são altamente nutritivas.
Os chás - erva doce, camomila, canela, gengibre - são bem-vindos e poderão ser consumidos ao longo do dia, de preferência mornos, com mel e limão. Deve-se tomar bastante líquido ao longo do dia para combater a secura.
As pessoas do tipo Vata beneficiam-se enormente da massagem ayurvédica, que utiliza óleos vegetais adequados à cada constituição. Antes de dormir, uma boa massagem nas plantas dos pés fará com que o sono torne-se mais profundo, além de atenuar estados de ansiedade.
Se cuidem!
Namaste
Bom demais!
Nossa, o finde com a turma do Curso de Formação foi bom demais. E fechamos com chave de ouro, assistindo um filme que é uma preciosidade. Por enquanto nada de EDs, nem Relatórios... mas preparem-se meninas... o melhor ainda está por vir...!! ; )
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Namaste...
Antigamente havia um espaço na internet organizado para atender aos alunos de todos os cursos promovidos pelo Centro de Medicina Indiana do Rio de Janeiro / Centro de Estudos Dr. Chowdhury Gullapalli. Era uma área restrita, dessas com ID e senha de entrada e outras coisas antipatiquinhas que mais separam do que juntam as pessoas... : Mas, tínhamos muuuuita coisa boa lá, discussões de casos, perguntas, atividades de aula, compartilhamento de textos interessantes... nossa... Com o tempo ele foi evoluindo, aumentando... ficando mais rico de pessoas e de assuntos. Sempre foi muito bom (suspiro)! Pessoas que estudavam em outros cursos eram muito bem-vindas, mas não tinham acesso a todo o conteúdo. Volta e meia eu recebia pedidos para "democratizar" nosso valioso espaço!!! : )
Como acredito na boa energia que as mudanças trazem, desativei o antigo espaço para começar esta nova história. Então... o blog da Stela (ou do Centro de Medicina Indiana) está agora oficialmente inaugurado, com direito a um pouco de tudo, flores, incenso e música... nesta atmosfera, poderemos nos encontrar de vez em quando por aqui, integrando as pessoas que gostam da tradição do Ayurveda, que querem aprender mais ou que simplesmente querem estar mais próximas de nós.
Sejam bem-vindos, fiquem à vontade.
Stela
Como acredito na boa energia que as mudanças trazem, desativei o antigo espaço para começar esta nova história. Então... o blog da Stela (ou do Centro de Medicina Indiana) está agora oficialmente inaugurado, com direito a um pouco de tudo, flores, incenso e música... nesta atmosfera, poderemos nos encontrar de vez em quando por aqui, integrando as pessoas que gostam da tradição do Ayurveda, que querem aprender mais ou que simplesmente querem estar mais próximas de nós.
Sejam bem-vindos, fiquem à vontade.
Stela
