
Portas servem pra muitas coisas: pra guardar, pra separar, pra trancar, pra esconder, pra limitar, pra abrir, pra fechar... uma senhora lista. Eu adoro portas. Portas de casa, quero dizer, como as que vi minha infância inteira em Minas Gerais. Pra mim, o melhor da porta é a fechadura. Ela a atravessa, não importa a espessura da porta ou pra que ela sirva! Através da fechadura os mistérios além-porta revelam-se... mas somente a chave certa desperta a mágica contida em cada fechadura. Sabe aquele som das engrenagens se mexendo dentro dela à medida que a chave gira? Pois é... é o barulhinho da mágica acontecendo... E o barulho... nossa, esse também pode ser de todo tipo, e quanto mais alto, maior é o tesouro ali escondido... ou adormecido!
O mundo nos transforma em portas de todo tipo, o tempo todo. Muitas vezes não conseguimos viver a vida plenamente porque insistimos em ficar atrás da porta ou então só colocamos a carinha pra fora...
Assim, ouça minha sugestão: o estudo do Ayurveda coloca à sua disposição várias chaves muito úteis, e a mais importante delas é a do auto-conhecimento. Aliás, essa é a mais difícil de conquistar. Abro aqui um espacinho pra colocar a imagem de uma porta sem fechadura, só com um ganchinho. Seria bom que fôssemos um pouco assim, pelo menos na maioria das vezes. Portas resistentes, mas flexíveis, de 2 bandas, e com a rigidez da madeira atenuada pela suavidade e colorido das flores...
Portas. Portas são boas para... destrancar.

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