"Com todo o poder, dinheiro, independência e liberdade que conquistaram nas últimas décadas, as mulheres estão se sentindo menos felizes agora do que nos anos 60. Cinco pesquisas mundiais diferentes revelaram os mesmos e tenebrosos resultados: independentemente de classe social, estado civil, de ter filhos ou não, em todos os lugares, as mulheres estão se sentindo cada vez menos felizes. E os homens, mais. Será que a revolução feminista acabou beneficiando mais os homens do que as mulheres?, sibila Maureen Dowd, minha víbora favorita, no "New York Times".
As mulheres vão se sentindo menos felizes à medida que vão envelhecendo, enquanto com os homens acontece o contrário. Elas começam a vida mais felizes do que eles, e terminam menos. Sob a ditadura da boa aparência, o peso da casa, de marido e filhos, e agora da competência profissional e da carreira, elas sofrem mais a ação do tempo. Na América obcecada por beleza e juventude as Barbies Frankenstein se multiplicam.
As pesquisas revelam também que a menor contribuição para a felicidade das mulheres vem dos filhos. Algumas, poucas, já admitem que seria melhor não ter tido filhos, ou que foram eles os destruidores de sua felicidade.
O principal motivo da felicidade dos homens é a prosperidade, pré-crise, é claro. E o alívio nas contas, porque as mulheres passaram a participar mais do orçamento familiar. Cada vez menos mulheres são dependentes de homens, e eles acham ótimo. E embora hoje os homens ajudem mais nos trabalhos da casa e com os filhos, isto não as fez mais felizes. Elas passaram a trabalhar tanto, a fazer tanto, que têm cada vez menos tempo para sua especialidade: sentir.
Para competir no mundo corporativo masculino, as mulheres se exigem mais, são mais rigorosas com os outros e com elas mesmas do que os homens, são mais passionais e estressadas do que eles. As pós-feministas reconhecem a insatisfação feminina e tentam explicá-la como um paradoxo: é justamente esta recém-conquistada abundância de liberdade de escolhas que as faz menos felizes. Mais liberdade, menos felicidade. Afinal, o que querem as mulheres?"
"Quando mais é menos", texto do jornalista NELSON MOTTA publicado no Jornal O Globo.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
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Namaste...
Antigamente havia um espaço na internet organizado para atender aos alunos de todos os cursos promovidos pelo Centro de Medicina Indiana do Rio de Janeiro / Centro de Estudos Dr. Chowdhury Gullapalli. Era uma área restrita, dessas com ID e senha de entrada e outras coisas antipatiquinhas que mais separam do que juntam as pessoas... : Mas, tínhamos muuuuita coisa boa lá, discussões de casos, perguntas, atividades de aula, compartilhamento de textos interessantes... nossa... Com o tempo ele foi evoluindo, aumentando... ficando mais rico de pessoas e de assuntos. Sempre foi muito bom (suspiro)! Pessoas que estudavam em outros cursos eram muito bem-vindas, mas não tinham acesso a todo o conteúdo. Volta e meia eu recebia pedidos para "democratizar" nosso valioso espaço!!! : )
Como acredito na boa energia que as mudanças trazem, desativei o antigo espaço para começar esta nova história. Então... o blog da Stela (ou do Centro de Medicina Indiana) está agora oficialmente inaugurado, com direito a um pouco de tudo, flores, incenso e música... nesta atmosfera, poderemos nos encontrar de vez em quando por aqui, integrando as pessoas que gostam da tradição do Ayurveda, que querem aprender mais ou que simplesmente querem estar mais próximas de nós.
Sejam bem-vindos, fiquem à vontade.
Stela
Como acredito na boa energia que as mudanças trazem, desativei o antigo espaço para começar esta nova história. Então... o blog da Stela (ou do Centro de Medicina Indiana) está agora oficialmente inaugurado, com direito a um pouco de tudo, flores, incenso e música... nesta atmosfera, poderemos nos encontrar de vez em quando por aqui, integrando as pessoas que gostam da tradição do Ayurveda, que querem aprender mais ou que simplesmente querem estar mais próximas de nós.
Sejam bem-vindos, fiquem à vontade.
Stela

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